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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Oscar 2011: há ou não favoritismo?


Como foi alardeado pelos quatro cantos do mundo, saiu hoje pela manhã a lista completa dos indicados ao Oscar 2011. Num ano em que poucas produções se destacaram, não há favoritismo de um único filme em várias categorias. Após a premiação do Globo de Ouro, o anúncio de hoje confirmou as prováveis indicações, principalmente nas categorias Melhor Filme, Atriz, Ator e Diretor.

O badalado e popular 'A rede social' recebeu 8 indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator para Jesse Eisenberg e Melhor Diretor para David Fincher. O mérito da indicação de Fincher está no fato de transformar uma história judiciária e turbulenta num filme tolerável. Talvez o maior apelo popular do filme seja por tratar justamente sobre redes sociais (nesse caso a criação do Facebook), num mundo cada vez mais cibernético e individualista. Não é o melhor filme de Fincher ['Clube da Luta' (1999) é muito melhor] e eu cansei logo na primeira fala non-stop de Jesse Eisenberg. O filme todo é acelerado, numa alusão a velocidade da rede, mas também como um novo mau do século, as pessoas não assimilam tanta informação em muito pouco tempo. Eu não consegui terminar de ver...

Como a Academia gosta de mostrar que está por dentro do que anda acontecendo no mundo, não me surpreenderia se 'A rede social' ganhar como Melhor Filme, assim como levou o mesmo prêmio 'Guerra ao terror' ano passado, contextualizando a premiação com a guerra no Iraque, enquanto Bastardos Inglórios e Preciosa eram infinitamente melhores.

Eu gostaria que 'A origem' fosse premiado como Melhor Filme. Já está na hora da Academia premiar um filme de ficção científica. Não só pelo fato de ser um filme de sci-fi, mas pela combinação de roteiro e direção de Christopher Nolan, que foi esquecido esse ano pela Academia. 'A origem' prende o espectador do começo ao fim, e o melhor, ele não dá um final pronto. Pelo contrário, o final gera discussão, e isso é muito interessante. Mas como sempre a Academia 'esquece' de alguém. Outro esquecido foi Julianne Moore, por 'Minhas mães e meu pai' (numa péssima tradução de 'The kids are all right'). Uma excelente atuação que merecia ser indicada. Contudo, sua parceira em cena, a já veterana e sempre excelente Annette Bening recebeu a sua quarta indicação e primeira como Melhor Atriz em papel principal. Ao que tudo indica a disputa ficará entre Bening e a também excelente Natalie Portman, por 'Cisne negro'. Eu torço por Annette Bening, sua atuação em 'Minhas mães e meu pai' é muito boa, com destaque para a cena que ela canta durante o jantar uma música de Joni Mitchel. Poucas atrizes se sairiam bem numa cena dessas.

O prêmio de Melhor Ator parece que já está garantido para Colin Firth por 'O discurso do rei', mas candidatos fortes como Javier Bardem por 'Biutiful', Jesse Eisenberg por 'A rede social' e James Franco por '127 horas' podem gerar um momento-surpresa durante a premiação mais famosa do cinema.


David Fincher deve ganhar o Oscar de Melhor Diretor por 'A rede social', mas quem deveria mesmo receber a estatueta era Christopher Nolan, por 'A origem'. O diretor de 'Cavaleiro das trevas' e 'Amnesia' possui uma forma peculiar e única de contar histórias. Infelizmente não foi dessa vez.

Uma das grandes surpresas foi a indicação de Toy Story 3 ao prêmio de Melhor Filme, sendo a terceira animação a concorrer nessa categoria. Os anteriores foram 'A bela e a fera' (1991) e 'Up - Altas aventuras' (2009). Com certeza deve ganhar na categoria Melhor Animação.

Não acredito que um único filme saia como o grande vencedor da noite no dia 27 de fevereiro. O máximo que eu acredito é que um mesmo filme leve as estatuetas de Melhor Diretor e de Melhor Filme, claro sem contar as categorias técnicas, que imagino que 'A origem' deva levar na maioria (pelo menos nas categorias de som e efeitos).

No mais estou torcendo por uma 'zebra' na categoria de Melhor Filme. Agora é esperar para ver.
Veja abaixo a lista completa dos indicados ao Oscar 2011 e comece a fazer as suas apostas.

Melhor filme:
- “A rede social”
- “O discurso do rei”
- “Cisne negro”
- “O vencedor”
- “A origem”
- “Toy Story 3”
- “Bravura indômita”
- “Minhas mães e meu pai”
- “127 horas”
- “Inverno da alma”

Melhor diretor:
- David Fincher – “A rede social”
- Tom Hooper – “O discurso do rei”
- Darren Aronofsky – “Cisne negro”
- Joel e Ethan Coen – “Bravura indômita”
- David O. Russell – “O vencedor”

Melhor ator:
- Jesse Eisenberg – “A rede social”
- Colin Firth – “O discurso do rei”
- James Franco – “127 horas”
- Jeff Bridges – “Bravura indômita”
- Javier Bardem – “Biutiful”

Melhor atriz:
- Annette Bening – “Minhas mães e meu pai”
- Natalie Portman – “Cisne negro”
- Nicole Kidman - “Rabbit hole”
- Michelle Williams - “Blue valentine”
- Jennifer Lawrence - “Inverno da alma”

Melhor ator coadjuvante:
- Mark Ruffalo – “Minhas mães e meu pai”
- Geoffrey Rush – “O discurso do rei”
- Christian Bale – “O vencedor”
- Jeremy Renner – “Atração perigosa”
- John Hawkes – "Inverno da alma"

Melhor atriz coadjuvante:
- Helena Bonham Carter – “O discurso do rei”
- Melissa Leo – “O vencedor”
- Amy Adams – “O vencedor”
- Hailee Steinfeld – “Bravura indômita”
- Jacki Weaver - “Reino animal”

Melhor roteiro original:
- “Cisne negro”
- “Minhas mães e meu pai”
- “O vencedor”
- “A origem”
- “O discurso do rei”

Melhor roteiro adaptado:
- “A rede social”
- “127 horas”
- “Bravura indômita”
- “Toy Story 3”
- "Inverno da alma"

Melhor longa-metragem de animação:
- "Como treinar o seu dragão"
- "O mágico"
- "Toy Story 3"

Melhor direção de arte:
- "Alice no País das Maravilhas"
- "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "Bravura indômita"

Melhor fotografia
- "Cisne negro"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "A rede social"
- "Bravura indômita"

Melhor figurino
- "Alice no País das Maravilhas"
- "I am love"
- "O discurso do rei"
- "Bravura indômita"
- "The tempest"

Melhor documentário (longa-metragem)
- "Exit through the gift shop"
- "Gasland"
- "Inside job"
- "Restrepo"
- "Lixo extraordinário"

Melhor documentário (curta-metragem)
- "Killing in the name"
- "Poster girl"
- "Strangers no more"
- "Sun come up"
- "The warriors of Qiugang"

Melhor edição
- "Cisne negro"
- "O vencedor"
- "O discurso do rei"
- "127 horas"
- "A rede social"

Melhor filme de língua estrangeira
- "Biutiful"(México)
- "Dogtooth" (Grécia)
- "In a better world" (Dinamarca)
- "Incendies" (Canadá)
- "Outside the law" (Argélia)

Melhor trilha sonora original
- "Como treinar seu dragão" - John Powell
- "A origem" - Hans Zimmer
- "O discurso do rei" - Alexandre Desplat
- "127 horas" - A.R. Rahman
- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross

Melhor canção original
- "Coming home", de "Country Strong"
- "I see the light", de "Enrolados"
- "If I rise", de "127 horas"
- "We belong together", de "Toy Story 3"

Melhor curta-metragem
- "The confession"
- "The crush"
- "God of love"
- "Na wewe"
- "Wish 143"

Melhor curta-metragem de animação
- "Day & night"
- "The gruffalo"
- "Let's pollute"
- "The lost thing"
- "Madagascar, carnet de voyage"

Melhor edição de som
- "A origem"
- "Toy Story 3"
- "Tron: o legado"
- "Bravura indômita"
- "Incontrolável"

Melhor mixagem de som
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "Salt"
- "A rede social"
- "Bravura indômita"

Melhores efeitos visuais
- "Alice no País das Maravilhas"
- Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"
- "Além da vida"
- "A origem"
- "O Homem de Ferro 2"

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Top 10: Os Piores Filmes de Todos os Tempos

Atendendo a pedidos, finalmente elegi os 10 piores filmes de todos os tempos. A idéia inicial era fazer um Top Five, mas dado o imenso número de catástrofes cinematográficas, isso realmente não foi possível. Alguns filmes da lista eu assisti até o final (bravamente!), outros eu desisti no meio do caminho, alguns vi trechos e uns eu não tive coragem de assistir. Gostaria de dizer ainda que o o objetivo principal do blog é sempre recomendar um bom filme. Nesse caso, a recomendação é para que não se vejam os listados. "Que os jogos comecem..."

10º Lugar: Os Esquecidos (The Forgotten, 2004)


Sabe aqueles filmes que você assiste o trailer e pensa: "Esse deve ser um baita filme!". Pois é, foi esse pensamento que me levou ao cinema assistir "Os Esquecidos". Não bastasse o trailer, que sugeria ser um drama psicológico, o filme ainda contava com Julianne Moore, indicada várias vezes ao Oscar, e que até então não tinha visto um filme ruim dela. Até a metade o filme, a história estava misteriosa e atraente, mas de repente, para minha infelicidade, o filme toma um rumo completamente inusitado. Um resumo rápido da história: Telly (Julianne Moore) sofre com a perda de seu filho em um acidente, faz tratamente psicológico, e de repente ela se vê como louca, já que seu marido e o psicólogo afirmam que ela nunca teve um filho. Não se dando por vencida e acreditando em suas lembranças, ela busca de todas as maneiras provar que seu filho existiu. Parece interessante, né? Seria muito, não fosse a causa dos esquecimentos, que também afetam outras pessoas, serem causados por extra-terrestres, que caem de pára-quedas na história do filme e enterram para sempre a oportunidade de uma história com um final decente. Definitivamente, um filme que merece ser "esquecido".





9º Lugar: O Pequenino (Little Man, 2006)

Esse foi um daqueles que eu não consegui ver até o final. A história gira em torno de um anão ladrão (Marlon Wayans) que rouba um diamante, mas durante o assalto joga a pedra preciosa na sacola de uma moça. Numa tentativa de resgatar o diamante, o anão-ladrão é deixado na porta da casa da mulher que está com a jóia, como se fosse um bebê abandonado. Mas o que o filme tem de ruim? Algumas perguntas para refletir:
1º) Quem confundiria um anão com um bebê?
2º) O tal bebê deve no mínimo ter uma crise de identidade. Ora se comporta com uma criança de 3-5 anos, ora com um recém-nascido.
3º) A atuação dos atores é pessima, principalmente as "caras" de Shawn Wayans (o pai adotivo), que não consegue disfarçar que não está contracenando com ninguém em algumas cenas em que dialoga com o anão.
4º)As piadas são sem graça e apelativas, principalmente pro lado sexual.
Resumindo: simplesmente patético.




8º Lugar: Rollerball (2002)

Um filme violento. E só! "Rollerball" não tem história, o enredo é ridículo e eu não vou me dar ao trabalho de escrever sobre ele aqui. Vi somente algumas cenas e já foi o suficiente.

7º Lugar: Xuxa em o Mistério de Feiurinha (2009)

Não, eu não vi esse filme. O máximo que eu vi foi o trailer. Na verdade, aqui poderia estar qualquer filme da Xuxa dos últimos 10 anos. Todos possuem atuações ridículas, o elenco é formado por apresentadores e cantores populares, que se como apresentadores/cantores já possuem talento duvidoso, imagine como atores. Além disso, o filme conta a estreia de Sasha no cinema (Ninguém merece, já não chega a filha do Didi!). Parece mesmo que Xuxa não consegue se desvincilhar do estereótipo dos contos de fada em seus filmes. Quanta falta de imaginação...



6º Lugar: Fim dos Tempos (The Happening, 2008)

O filme conta a história de estranhos acontecimentos, que levam as pessoas a cometerem suicídio em massa. O professor Elliot Moore (Mark Wahlberg), ao mesmo tempo em que busca o porquê desses fatos, tenta fugir da morte com sua mulher e sua filha. Ah, o casal está em crise (Qual será o final desse filme?). No decorrer da história, Elliot descobre que as plantas desenvolveram compostos que as protegem dos seres humanos, levando-os ao suicídio, numa espécie de vingança da natureza. A história seria interessante não fosse o péssimo roteiro, as atuações fracas e o final clichê e previsível. Além, é claro, do fato de que TODAS as plantas desenvolveram essa capacidade ao mesmo tempo. Isso que é evolução!!




5º Lugar: Anaconda (1997)


Junte efeitos especiais toscos, uma cantora metida a atriz (Jennifer Lopez), uma história ridícula e uma péssima atuação de todo o elenco e você terá Anaconda. Uma das maiores falhas, comentadas em todos os lugares é a cena da cachoeira subindo (vídeo abaixo). Com tanta coisa ruim, ainda tiveram a capacidade de fazer mais três filmes da franquia. Quem tiver coragem que assista. Eu? Não, muito obrigado.




4º Lugar: O Guerreiro Didi e a Ninja Lili (2008)


Claro que ele não poderia faltar nessa lista. Renato Aragão que já fez diversos filmes clássicos quando pertencia ao grupo "Os Trapalhões", como "Os Saltimbancos Trapalhões", depois que seguiu sozinho no humor, após as lamentáveis perdas de Mussum e Zacarias, perdeu totalmente a graça. Verdade seja dita: Renato Aragão sozinho não é engraçado, além do fato de que parece que o filme foi feito para enaltecer a filha de Renato Aragão. Já não bastava o anterior "O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili"? O filme possui péssimos efeitos especiais (quiseram fazer algo tipo "Matrix" e "O Tigre e o Dragão", mas o tiro saiu pela culatra), além claro de toda a lenga-lenga já conhecida dos filmes solo do Renato Aragão. O cinema nacional precisa ser mais criativo, se não é filme da Xuxa ou do Didi, é cinema-biografia, como o recente "Chico Xavier", ou "Zuzu Angel", "Cazuza", "Lula - o Filho do Brasil", "2 Filhos de Francisco"...e por aí vai.




3º Lugar: Batman e Robin (1997)

Depois de dois excelentes filmes do homem-morcego produzidos por Tim Burton ("Batman" e "Batman, o retorno"), e uma sequência que já deixou muita gente com a pulga atrás da orelha ("Batman Eternamente", que teve até close na bunda de Val Kilmer), conseguiram quase acabar com a franquia do Cavaleiro das Trevas. Juntaram num único filme uma péssima direção, um elenco desmotivado, efeitos especiais toscos e uma história (?) ridícula. Arnold Schwarzenegger está medonho como Mr. Freeze ao lado de Uma Thurman (como Hera Venenosa) e da Batgirl (Alicia Silverstone). O Batman vivido por George Clooney é simplesmente patético, não possui nenhuma característica psicológica controversa (típico do personagem), transformando Batman numa mera caricatura. Aqui a culpa é também do diretor, que sinceramente não há o que comentar. Simplesmente o pior filme de super-herói que eu já vi.




2º Lugar: Norbit (2007)

Fazer humor não é simplesmente debochar dos "defeitos" alheios. Mas parece que essa é a fórmula utlizada por muitos filmes de comédia-pastelão. Eddie Murphy, que depois de "O Professor Aloprado" virou megalomaníaco por interpretar vários papéis, tenta nos vender esse filme com piadas infames e um roteiro que simplesmente não existe. As cenas que eram pra ser engraçadas, caçoam das pessoas gordas de forma caricata e forçada. Não há muito o que se falar desse filme, ele é ruim do começo ao fim. Prêmio de pior "comédia" garantida!




1º Lugar: Cinderela Baiana (1998)

Quem me conhece já previu que esse seria o primeiro lugar. O que esperar de um filme que conta a história da Carla Perez interpretada pela própria Carla Perez? Uma pérola nacional! Claro que eu não vi todo o filme, mas a cena final foi o suficiente para me convencer de que esse filme merece o título de pior filme da história. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, vejam a cena final do filme e tirem as suas próprias conclusões.

domingo, 31 de maio de 2009

Para ver através da cegueira

Perturbador. Essa pode ser a definição da adaptação feita por Fernando Meirelles para o livro de José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, 2008). A história é sobre uma epidemia contagiosa que surge sem explicação e deixa as pessoas cegas. Chamada de "cegueira branca" porque as pessoas só enxergam uma superfície branca, essa doença se espalha rapidamente e o governo, em uma forma de conter a expansão, coloca em quarentena todos os portadores dessa doença. Entre os infectados está um médico oftalmologista (Mark Ruffalo). Ele é levado para a quarentena e sua esposa (Julianne Moore) se diz cega também para poder ajudá-lo. Sorte a dele (e dos outros que estão la também). Com o passar do tempo, mais pessoas são infectadas e o medo das demais pessoas em contrair a doença faz com que eles fiquem a mercê da própria sorte e trancafiado em um prédio, do qual são impedidos de sair. A partir daí acontece uma verdadeira guerra para sobreviver, literalmente às escuras: viver num local cheio de dejetos humanos, roubo, sexo por comida... O ser humano perde completamente o sentido do respeito pelo próximo e os instintos mais primitivos vêm à tona. Porém, não há cenas gratuitas e muita coisa pode ser interpretada pelo espectador. O que torna o filme não tão agressivo psicologicamente.
Além disso, o filme mostra uma humanidade reconfortante presente nos personagens principais. Não tenho a pretensão de comparar o livro com o filme, mas ele foi muito criticado durante a sua estréia no Festival de Cannes em 2008. Um crítico do Times chegou a chamar o filme de "deprimente". Eu discordo totalmente, o filme tem o seu mérito e deixa o telespectador pensativo em relação ao comportamente humano frente às mais difíceis adversidades e mostra um realismo surpreendente (coisa que Meirelles já provou e comprovou em Cidade de Deus). Altamente recomendável!!