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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Top 10 - Crianças

Todo mundo em algum momento da vida já sentiu saudade da infância. Os medos, os desejos, a vontade de ser grande, a inocência... tudo isso faz parte de uma das melhores fases da nossa vida. Em homenagem ao dia das crianças, selecionei os dez melhores filmes que abordam a temática infantil como tema central da história. A maioria é formada por filmes antigos, mas afinal de contas, recordar é viver...

10º Lugar: Esqueceram de Mim (Home Alone, 1990)

Com o roteiro escrito por John Hughes (diretor de "Curtindo a vida adoidado"), esse clássico da década de 90 conta a história de Kevin (Macaulay Culkin), um menino de oito anos esquecido em casa pela família em pleno Natal. Sozinho em casa ele tira proveito da situação e faz tudo conforme a sua vontade. O que ele não esperava é que sua casa fosse alvo dos (hilariantes) bandidos Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern). Como Kevin é o único que pode garantir a segurança da casa, ele monta diversas armadilhas para afugentar os ladrões intrometidos, enquanto espera o retorno de sua família. Embora seja uma comédia, o filme faz um apelo para o significado e importância da família, representado principalmente pela história de um homem solitário (Roberts Blossom) que chama a atenção de Kevin. O sucesso do filme levou Macaulay Culkin ao estrelato imediato, sendo um dos jovens atores mais bem pagos da história recente do cinema. Este mesmo sucesso fez com que produtores gravassem três continuações da franquia, embora somente a segunda tenha tido sucesso e conte com a presença de Culkin. Os demais são equívocos grosseiros dos produtores e merecem ser esquecidos. Em relação ao primeiro filme da franquia, vale sempre a pena reassistir esse clássico. A diversão é garantida.


9º Lugar: Caravana da Coragem (Caravan of Courage: An Ewok Adventure, 1984)

Um clássico da Sessão da Tarde! Escrito por George Lucas e ambientado no mundo Star Wars, "Caravana da Coragem" conta a história dos irmãos Mace (Eric Walker) e Cindel (Aubree Miller) perdidos na floresta de Endor, à procura de seus pais raptados pelo monstro Gorax. Nessa busca, acabam encontrando um grupo de seres valentes, os Ewoks, que mais parecem pequenos ursos. Apesar dos irmãos não compreenderem a língua dos Ewoks, os pequenos e cativantes nativos irão ajudar Mace e Cindel a encontrar seus pais. O filme é cheio de ação e aventura, e desperta em toda criança a vontade de também participar de algo parecido. Embora o filme tenha sido produzido para a televisão americana como um caça-níquel explícito após o sucesso dos Ewoks em "Star Wars - O Retorno de Jedi", o filme é uma ficção ingênua, com uma história simples (filhos em busca dos pais) que cumpre a função de entreter e cativar o público, principalmente as crianças, e despertar o desejo por aventuras fora dos limites do quarto, algo tão raro nas crianças de hoje em dia.


8º Lugar: O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)

Baseado no filme homônimo de L. Frank Baum e produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer em Technicolor, "O Mágico de Oz" conta a história de Dorothy (Judy Garland), a qual é levada por um tornado no Kansas para uma terra mágica habitada por bruxas (Margareth Hamilton), leões covardes (Bert Lahr), espantalhos (Ray Bolger) e homens de lata falantes (Jack Halley). Misturando fantasia e musical, a primeira parte do filme que se passa no Kansas foi gravada em preto-e-branco, enquanto que a parte em Oz foi gravada em colorido. O filme chama a atenção pelo uso das cores, numa época onde pouquíssimos filmes utilizam essa técnica, e cativa o espectador pela busca de um coração para o Homem de Lata, pela coragem para o Leão Covarde e por um cérebro pelo o Espantalho, coisas que todos acreditam que somente o famoso Mágico de Oz (Frank Morgan) poderá conseguir. O filme recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Filme, Direção de Arte, Fotografia e Efeitos Especiais. Ganhou nas categorias de Trilha Sonora e Canção Original. De fato, as músicas de "O Mágico de Oz", como "Somewhere Over the Rainbow", fazem sucesso até hoje. Um fato é interessante a respeito desse filme, dizem que se você tocar o famoso disco do Pink Floyd, "The Dark Side of the Moon", simultaneamente como o filme a partir do terceiro rugido do leão da MGM, uma obra corresponde a outra, fazendo uma sincronia audio-visual. Fato no mínimo interessante, ou obra do acaso, já que o famoso disco do Pink Floyd foi lançado 34 anos após o filme.




7º Lugar: A História Sem Fim (
The Never Ending Story, 1984)

As pessoas sempre dizem que ler um livro é como ser transportado para um outro mundo, e "A História Sem Fim" retrata isso de forma brilhante. O filme conta a história de Bastian (Barret Oliver), um garoto que sofre com a morte da mãe e as constantes brigas na escola. Após uma briga, ele entra em uma livraria e descobre um livro chamado "A História Sem Fim". O livro conta a história do reino de Fantasia, governado pela Imperatriz Menina (Tami Stronach) que está sendo destrúido pelo Nada. Só quem pode salvar Fantasia do Nada é um jovem guerreiro chamado Atreyu (Noah Hathaway), mas há um detalhe: para que ele consiga salvar Fantasia, Bastian tem um papel fundamental nesta verdadeira cruzada contra o Nada. Cheio de seres mitológicos, este filme cativa pela inocência de Bastian e pela simplicidade dos temas tratados: Fantasia, Imperatriz Menina, Nada... Vale a pena pegar uma carona no dragão voador peludo e entrar nesta fantástica história, escrita pelo alemão Michael Ende.




6º Lugar: Quero Ser Grande (Big, 1988)

Embora o filme não seja estrelado por uma criança, como nos filmes anteriores, o personagem, neste caso, é uma criança no corpo de uma adulto. Aquela vontade que as crianças sentem de se tornarem adultas da noite para o dia toma forma neste filme estrelado por Tom Hanks. Josh (Hanks) vai até uma máquina em um parque de diversões e pede para ser grande, após levar um fora de uma colega que queria namorar garotos mais velhos. Fantasticamente o desejo é atendido e agora ele tem que se virar como um adulto: morar sozinho, pagar as contas, arrumar um emprego... A cena mais famosa com certeza é a cena do teclado (ver abaixo). O filme foi um sucesso de crítica e rendeu a Tom Hanks a sua primeira indicação ao Oscar (a primeira de muitas que viriam a seguir). Interessante neste filme é notar o olhar de uma criança sobre o mundo adulto e perceber que vale muito mais a pena aproveitar cada minuto desses 12 anos fantásticos do que pular essa fase.




5º Lugar: O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas, 2008)

A inocência infantil tem lugar central nessa comovente história de duas crianças em meio a Segunda Guerra Mundial. Como esse filme já rendeu uma postagem exclusiva para ele, não vou me repetir aqui. Dêem uma olhada nos comentários sobre esse filme aqui.

4º Lugar: E.T. - O Extra-Terrestre
(E.T., the extra-terrestrial, 1982)

Um dos clássicos de Steven Spielberg. Neste filme, Spielberg apresenta os adultos de forma caricatural. Diversas cenas mostram somente as pernas dos adultos e seus comportamentos ante a descoberta de E.T. são totalmente previsíveis. O foco do filme é mesmo as crianças e a relação de amizade entre elas e o visitante extra-terrestre. A crítica completa deste filme você encontra no Top 5: Steven Spielberg e clássica cena da bicicleta, escolhida por mim como a segunda cena mais clássica da história do cinema, aqui.

3º Lugar: Conta Comigo (Stand by Me, 1986)

Baseado num conto de Stephen King, o filme conta a história de quatro amigos que fazem uma jornada em busca de um corpo de um menino de 12 mortos dado como morto pelo noticiário local. O filme é sensacional ao retratar a amizade, as frsutações e anseios que aparecem no final da infância. Destaque absoluto para a frase que encerra o filme dita por Gordie, o narrador e personagem principal da história: "E eu nunca mais tive amigos como quando eu tinha doze anos". Frase para se pensar... Eleito por mim o segundo melhor filme da Sessão da Tarde.




2º Lugar: Os Goonies (The Goonies, 1985)

Ok, a essa altura vocês já podem pensar que essa lista é uma repetição do Top 5 Sessão da Tarde, mas eu estaria cometendo uma enorme injustiça se não incluísse esses filmes. E convenhamos, os filmes antigos tratam a infância com mais brilhantismo e coerência do que os filmes atuais, com raras exceções. "Os Goonies" foi um filme que marcou toda uma geração. Produzido por Steven Spielberg (sim, ele de novo), o filme torna mais próximo das crianças o que "Caravana da Coragem" fez de forma mais distante. Não precisamos ir a outro planeta e encontrarmos seres completamente diferentes para vivermos uma aventura. Quem sabe essa aventura possa acontecer no próprio bairro onde nascemos e vivemos. E é exatamente nisso que esse filme aposta... e ganha. Cinco meninos embarcam numa busca por um navio-pirata onde acreditam que irão encontrar um grande tesouro que irá salvar as casas dos seus pais de um empreendimento financeiro. Destaque para o personagem Sloth, interpretado por John Matuszak, falecido em junho de 1989. Um filme de ação empolgante, curioso e engraçado que merece ser revisitado. Um dos meus filmes prediletos!!




1º Lugar: A Corrente do Bem (Pay It Forward, 2000)

Estrelado por Haley Joel Osment (de "O Sexto Sentido"), e com Kevin Spacey e Helen Hunt no elenco, essa comovente história foca em como pequenos atos podem http://www.blogger.com/img/blank.gifrealmente fazer a diferença na vida das pessoas. Ninguém melhor que uma criança esperançosa para passar essa mensagem. Trevor (Osment) é uma criança que vive sozinho com a sua mãe (Hunt). Após uma aula, onde seu professor (Spacey) apresenta a idéia do "passe adiante" (onde cada favor que você receber, você deve retribuir a outras três pessoas), Trevor decide tocar essa idéia adiante, mesmo desacreditado por algumas pessoas. O fato é que a idéia começa a dar certo, e algumas pessoas começam a achar um sentido na vida, como é o caso da própria mãe de Trevor. A trinca de atores principais (Helen, Haley e Kevin) está em perfeita sintonia ao longo de todo o filme. Com um final tocante e supreendente, o filme passa a mensagem de forma contundente e mostra que ainda há esperança, embora muitos não acreditem nela. Altamente recomendável!

Veja o Trailer do filme aqui!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os 5 finais mais surpreendentes do Cinema

Listas sobre qualquer coisa sempre dão o que falar. Já que todo mundo faz uma lista dos 10 ou 20 mais ou melhores sei lá o que, eu resolvi eleger os cinco (sim só 5 mesmo, meu conhecimento não é tão grande assim) finais mais surpreendentes do cinema. Então lá vamos nós:

5º Lugar: Hair (Hair, 1979)

Como bem disse Marcelo Janot uma vez: "Com uma trilha sonora antológica", esse filme conta a história de Claude (John Savage) que sai do interior para ir lutar no Vietnã. Em Nova York conhece um grupo de hippies liderados por Berger (Treat Williams) (foto acima) e uma moça de família rica, Sheila (Beverly D'Angelo), por qual Claude se apaixona. Encurtando a história, Claude vai para o treinamento militar um pouco antes de ir para o Vietnã e os seus amigos hippies e Sheila vão resgatá-lo da vida militar. Tramam uma estratégia para conseguir entrar no campo de instrução e é aí que vem o final surpresa do filme. A cena final com uma multidão cantando o clássico Let the sunshine in na frente da Casa Branca fecha o filme com chave de ouro. Vale a pena conferir...

4º Lugar: Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958)


É claro que na minha lista tinha que ter um filme do Hitchcock. Este que em várias listas especializadas está entre os 10 melhores filmes de todos os tempos, conta a história do detetive Scottie (James Stewart, o mesmo de Janela Indiscreta) que se aposenta após deixar um companheiro de polícia cair de um prédio, devido ao seu medo de altura, que acaba o deixando com vertigem (daí o nome em inglês do filme). Gavin (Tom Helmore) contrata os serviços de Scottie para vigiar a sua mulher Madeleine (Kim Novak), a qual tem um comportamento suicida e não lembra de coisas recentes que acaba de fazer. No desenvolver da história, Scottie acaba se envolvendo com Madeleine, mas novamente devido ao seu medo de altura, não consegue impedir o suicídio de Madeleine. Acontece que um tempo depois, surge Judy (Kim Novak), uma moça idêntica a Madeleine. Será que Scottie está tendo alucinações? Judy seria uma irmã gêmea de Madeleine? Bom, descubra o segredo da morte de Madeleine e a cura do trauma de Scottie vendo esse filme que, com certeza, possui um dos finais mais surpreendentes do cinema.

3º Lugar: Os Outros (The Others, 2001)

É normal que em uma lista de filmes sobre os finais mais surpreendentes seja dominada por filmes de suspense. Afinal, esse é combustível que leva o telespectador ficar sentado por um bom tempo até descobrir o que realmente está acontecendo. Os Outros é um filme que te deixa ligado do começo ao final, e no final ele te deixa de boca aberta. O filme conta a história de Grace (Nicole Kidman) e seus dois filhos, Charles (Christopher Eccleston) e Anne (Alakina Mann), que vivem isolados de tudo e de todos numa mansão sombria. Quando Grace contrata três empregados para a ajudarem a tomar conta da casa, situações estranhas começam a acontecer. A partir daí Grace parte em busca de quem são "os outros" que a querem fora da sua própria casa. O clímax do filme, obviamente, é a parte final, um final totalmente inesperado! O clima criado pela fraca iluminação, já que os filhos de Grace não podem ter contato com luz, é um dos pontos altos do filme, o que proporciona excelentes takes e truques de iluminação. Com certeza, um dos melhores filmes recentes de suspense. Mas a graça dele é só na primeira vez!!

2º Lugar: Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006)

Pode parecer estranho esse filme estar nessa lista. Mas uma coisa que eu sempre digo: "O melhor do filme é o final". E esse filme me ganhou no final. Eu quase dormi a primeira vez que eu vi, mas quando chegou no fim, eu entendi a genialidade do filme. Uma pena que não ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2007 (naquele ano, o prêmio foi para Os Infiltrados, de Martin Scorsese, que com certeza não é o melhor filme dele). Mas a Academia não tem sido coerente há muito tempo....(um dia eu ainda escrevo sobre isso). A história é sobre uma família norte-americana formada pelo pai obcecado pela vitória, Richard (Greg Kinnear), mas que na verdade é um perdedor total, a mãe Sheryl (Toni Collette), o filho mais velho que fez voto de silêncio e é fissurado em Nietzsche, Dwayne (Paul Dano), o avô viciado em heroína (Alan Arkin), o irmão de Sheryl, um escritor homossexual suicida, Frank (Steve Carrel) e a pequena barrigudinha Olive (Abigail Breslin). A história começa quando Olive é chamada para um concurso de beleza infantil, o Pequena Miss Sunshine, e a família parte para a Califórnia realizar o sonho da filha. Durante a ida, em uma kombi que só pega no tranco, vários problemas familiares vem à tona. Finalmente, na hora da apresentação solo de Olive no concurso, o mais inesperado e incrível acontece. É um filme com uma história simples e excelentes interpretações, com destaque para Abigail Breslin, indicada a melhor atriz coadjuvante, e Steve Carrel, um ator reconhecidamente de comédia, mas que se saiu muito bem, além de Alan Arkin (o avô), que ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Realmente um filme pra ser ver e rever. Nesse, ver o final não é motivo para não voltar a vê-lo.


1º Lugar: Psicose (Psycho, 1960)


Obviamente o primeiro lugar tinha que ser um filme de suspense. E no quesito suspense e finais surpreendentes, ninguém supera Alfred Hitchcock (é, já ta ficando repetitivo...). Em Psicose, a obra máxima de Hitchcock na minha opinião, o suspense percorre todo o filme a partir do momento em que a secretária Marion Crane (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares do seu chefe, foge a acaba passando o pernoite em um motel de beira de estrada. Quem a recebe é o dono do motel, Norman Bates (Anthony Perkins). Ele mora sozinho com a sua mãe e não costuma receber muitas visitas. Esse filme possui uma das cenas mais clássicas da história do cinema, quando a secretária é morta a facadas durante o banho com aquela música penetrante, virou sinônimo de cena de suspense. A partir dai o que se desenrola é a busca de Lila (Vera Miles) e Sam (John Gavin), respectivamente a irmã e o affair de Marion, pela secretaria desaparecida. Para descobrirem o que aconteceu com Marion eles se hospedam no motel e acabam mergulhando num mundo sombrio e doentio vivido por Norman Bates e sua mãe. Nenhum outro filme me deixou tão perplexo no final como esse. Para mim o final mais surpreendente da história do cinema!!! Esse sim é obrigatório para qualquer um que goste de cinema. Mas vejam a versão original em preto e branco (já tinha a opção de gravar colorido, mas Hitchcock preferiu em preto e branco para não parecer tão sangrento, e isso não altera em nada a qualidade do filme).

Bom, essa foi a minha lista e as minhas recomendações...Bom filme!!!