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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os 5 melhores filmes dirigidos por Steven Spielberg



Os Goonies, Gremlins, Tubarão, O Parque dos Dinossauros, ET - O Extraterrestre, Indiana Jones, Shrek, De volta para o futuro. O que esses filmes possuem em comum, além de serem clássicos do cinema (cada um a sua maneira)? Todos foram dirigidos ou produzidos por Steven Spielberg. Cinéfilo de longa data, Steven Spielberg cunhou o termo blockbuster quando dirigiu Tubarão (Jaws, 1975) levando milhões de pessoas ao cinema. Desde então, a maioria de seus filmes tem se tornado sucesso absoluto de bilheteria. Durante um bom tempo, ET - O Extraterrestre (1982) foi a maior bilheteria do mundo, sendo superado em 1993 por O Parque dos Dinossauros, também dirigido por Spielberg. Hoje a maior bilheteria do mundo é de Titanic (1997). Por levar multidões ao cinema, pode não ser visto como um diretor cult. Diferentes de ícones cults como Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar, Spielberg consegue abarcar uma vasta diversidade de temas e estilos em sua filmografia. Enquanto os filmes de Tarantino são focados na violência urbana e os de Almodóvar em dramas femininos, Spielberg passeia por filmes de aventura, ficção científica, drama, guerra, comédia e até animação. Esse é o diferencial que o torna, pelo menos para mim, um dos maiores diretores de todos os tempos, além é claro de despertar o meu interesse por cinema (salve a Sessão da Tarde com Os Goonies e Indiana Jones). Esta é a minha pequena homenagem a Steven Spielberg, onde elegi os cinco melhores filmes dirigidos por ele.

5º Lugar: A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985)


Centrado inteiramente dentro da cultura negra no antigo sul escravista dos Estados Unidos, A Cor Púrpura conta a história de Celie (Whoopi Goldberg). O filme começa com Celie aos 14 anos brincando com sua irmã mais nova Nettie (Akosua Busia) num campo florido da Geórgia. Contudo, conforme elas saem do meio das altas flores, percebe-se a gravidez de Celie. Grávida pela segunda vez do próprio pai, seu filho é arrancado de seus braços logo após o parto e doado a um casal. Tida como uma moça feia e por já ter sido "deflorada", Celie é entregue a Albert (Danny Glover) para viver como empregada e esposa. Apesar disso, Celie nunca chama o marido pelo nome, apenas por Mister, já que ela é tratada como uma empregada. O tempo passa e Nettie resolve fugir de casa, já que seu pai começa a demonstrar interesse por ela. Nettie vai morar com Mister e Celie. Contudo, o desejo inicial de Mister era se casar com Nettie, mas como o pai estava interessado nela, o pai entregou Celie. A amizade entre as duas irmãs é muito forte, e como Nettie não cede às investidas de Mister, este a expulsa de casa. A partir disso o filme é focado em Celie, em todo o mau trato causado pelo marido que a leva até a conviver com sua amante na própria casa. No decorrer da história, Celie evolui de uma mulher simples que esconde o sorriso com as mãos, descobre a sua sexualidade com Shug Avery (Margaret Avery), a amante, e por fim enfrenta Mister e se separa dele. Apesar de ser um drama, o filme tem cenas muito engraçadas, geralmente envolvendo o filho de Mister, Harpo (Willard Pugh) e sua esposa Sofia (Oprah Winfrey). Baseado no romance de Alice Walker, A Cor Púrpura recebeu 11 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz (Whoopi Goldberg), Melhor Atriz Coadjuvante (Oprah Winfrey e Margaret Avery) e Melhor Roteiro Adaptado. Contudo, não levou nenhuma estatueta. Um bom filme para se refletir sobre o racismo, machismo e a sexualidade. vale a pena conferir.

4º Lugar: Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981)


O primeiro filme da agora quadrilogia de Indiana Jones apresentou ao mundo um herói não muito convencional. Indiana Jones (Harrison Ford) é um professor de arqueologia que não se detém em apenas transmitir conhecimento, mas busca constantemente estar o mais próximo possível dos seus objetos de estudo. As constantes buscas por objetos lendários são os temas de seus filmes. Esse, em particular, fala de uma suposta arca perdida onde estariam as tábuas originais com os dez mandamentos (Decálogo) que Moisés trouxe do Monte Sinai e cujos poderes poderiam acabar com regiões inteiras. Tais poderes despertam o interesse de Hitler, o qual envia alguns militares para o Cairo, no Egito, para encontrar a Arca. Vale lembrar que o filme se passa em 1936, em plena expansão nazista. A partir disso, o governo norte-americano contrata Jones para achar a Arca antes dos nazistas. O filme é repleto de ação do início ao fim, com pitadas exatas de humor e de romance, além de uma trilha sonora inesquecível. O personagem de Harrison Ford se tornou um ícone do cinema e seus filmes são parada obrigatória para quem gosta do gênero. Interessante notar que esse filme não leva o nome Indiana Jones no título, mas se encontra nos outros três filmes. Pura jogada de marketing diante do imenso sucesso do primeiro filme. Nada contra, afinal o cinema também é feito de marketing. E Spielberg sabe disso muito bem.

3º Lugar: O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998)


Com um realismo surpreendente, poucas vezes visto no cinema, O Resgate do Soldado Ryan é centrado inteiramente nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. O capitão John Miller (Tom Hanks) é incumbido da missão de resgatar o soldado James Francis Ryan (Matt Damon) e mandá-lo de volta para casa, já que seus três irmãos morreram em combate na mesma guerra. O enredo é simples, mas as sequências de batalhas são espetaculares. O telespectador, logo no início do filme, é jogado no confronto entre estadunidenses e franceses durante o desembarque na Normandia, uma sequência de quase 30 minutos de tirar o fôlego. Por ser rodado quase inteiramente em campos de batalha, há momentos mais leves durante o filme, onde geralmente a solidão dos soldados que acompanham o capitão Miller ganham destaque. É impossível não voltar ao realismo das cenas, tido como um dos filmes que melhor, senão o que melhor representou os confrontos vividos pelos soldados durante a Segunda Guerra. Talvez o patriotismo exagerado seja o maior defeito do filme. Tanto no início como no final do filme sempre há uma bandeira dos Estados Unidos e mesmo ao longo do filme é passada a falsa idéia de que morrer em batalha é uma glória, tanto para quem morre como para a família do soldado. Para dar suporte a essa idéia, sempre são citadas frases de Abraham Lincoln. Críticas a parte, esse filme consagrou Steven Spielberg como um dos melhores diretores da atualidade, dando a ele o seu segundo Oscar. O filme recebeu onze indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme (mas quem levou foi Shakespeare Apaixonado, embora eu prefira O Resgate) e Melhor Ator (Tom Hanks). Das onze indicações, levou cinco estatuetas (a maioria em categorias técnicas): Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Som. Realmente vale a pena conferir.


2º Lugar: E.T., O Extra-terrestre (E.T., the extra-terrestrial, 1982)


O filme conta a história de Elliot (Henry Thomas) que durante uma noite encontra nos fundo de casa um ET deixado na Terra. Diante do encantamento e da curiosidade de Elliot sobre aquela estranha criatura, tem o início de uma forte amizade. Elliot e seus irmãos Michael (Robert MacNaughton) e Gertie (Drew Barrymore) tentam a todo custo manter o segredo da existência de ET dos adultos. O que no decorrer do filme acaba não sendo possível e ET, assim como Elliot, são examinados por médicos do governo. ET é insistente em voltar para casa (quem não se lembra da frase: "ET telefone minha casa"), e seus amigos vão fazer de tudo para ajudá-lo. Nessa tentativa, surge uma das cenas mais clássicas do cinema: a cena da bicicleta voando, a lua ao fundo e uma trilha sonora igualmente clássica. Essa cena inclusive se tornou o logotipo da Amblin Entertainment, produtora de Spielberg. O filme recebeu nove indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, mas levou apenas nas categorias técnicas: Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Especiais, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Som. Interessante notar que o foco do filme são as crianças, apesar de eu não considerar E.T. um filme infantil. Embora o extra-terrestre appresentado por Spielberg seja desengonçado, com um pescoço retrátil e uma cabeça chata ele é cativante e é prontamente aceitoe protegido pelas crianças. Talvez isso sirva de lição para nós adultos, para repensar certas atitudes antes de julgar as diferenças e apenas aceitarmos, como fizeram Elliot e as demais crianças do filme. Quem sabe o mundo seria melhor e mais tolerante com as diferenças.


1º Lugar: A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993)


A obra-prima de Steven Spielberg. Ele que durante muito tempo foi reconhecido como um diretor de filmes de aventura e ficção se consagrou como um grande diretor quando resolveu adaptar o livro de Thomas Keneally, Schindler's Ark, para o cinema. O filme retrata, com incrível realismo, os horrores do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha nazista invade a Polônia e pretende iniciar o extermínio do povo judeu. A história gira em torno de Oskar Schindler (Liam Neeson), membro do Partido Nazista e dono de uma fábrica de esmaltados que se instala na Polônia a fim de utilizar a mão-de-obra barata dos judeus para fins próprios. Ele em seguida enriquece, fornecendo materiais para o exército nazista. Quando a Alemanha decide "limpar" a Europa, os nazistas confinam todos os judeus em campos de concentração. Schindler assiste a boa parte das atrocidades cometidas contra o povo judeu: fuzilamentos, tiros na cabeça, crianças fugindo e todo tipo de horror psicológico utilizado pelos nazistas. A partir disso, ele começa a usar toda a sua influência dentro do Partido Nazista e o seu dinheiro para salvar o maior número de judeus possível. "Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro" diz Schindler. Por fim, ele acaba pobre e fugindo do Partido Nazista, mas salva em torno de 1200 pessoas , as quais ele recrutou através de sua lista dos campos de concentração para trabalhar na sua fábrica. O filme foi filmado quase inteiramente em preto e branco, com exceção do início e do fim do filme, e de um "ponto" vermelho que aparece em somente duas cenas. Vale registrar o porquê do destaque desse "ponto" vermelho no filme. Na verdade, é a cor do vestido de uma menininha fugindo da perseguição nazista (ainda no começo da história). Perto do final, esse "ponto" reaparece dentro de um carrinho-de-mão, onde os judeus mortos são carregados para incineração. Triste...mas genial! A direção de arte e a fotografia do filme são perfeitas. Espetacular a cena em que as mulheres que Schindler contrata são desviadas para o campo de Auschwitz, têm as suas cabeças raspadas e são colocadas nuas dentro de um banheiro coletivo, onde as mulheres e o próprio telespectador pensam se tratar de uma câmara de gás. O pânico refletido em suas expressões diante da iminência da morte é no mínimo aterrorizante e comovente. Por fim, a cena termina, não com o gás saindo dos canos, mas com a água, a qual não lava somente o corpo, mas a alma de um povo discriminado e perseguido apenas por ser diferente. Indicado a 12 Oscar na premiação de 1994, ganhou sete: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Adaptado. Apesar de triste e reflexivo, é um belíssimo filme, onde a compaixão e a fraternidade se sobressaem acima de qualquer coisa. Altamente recomendável.



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os 5 melhores filmes com Tom Hanks

Voltando as listas dos cinco melhores filmes, dessa vez resolvi homenagear um dos melhores atores de Hollywood, Tom Hanks. Ele começou a sua carreira nos anos 80, onde a maioria dos seu filmes eram de comédia (Meus Vizinhos São um Terror, um clássico da Sessão da Tarde) e comédia romântica (Splash – Uma Sereia em minha Vida). Sua primeira indicação ao Oscar como Melhor Ator foi pelo filme Quero Ser Grande (Big, 1988). Nos anos 90 começou a interpretar papéis mais sérios e densos. À primeira vista parece fácil selecionar cinco melhores filmes com Tom Hanks, mas a sua filmografia inclui aproximadamente 40 filmes. O objetivo desse Top 5, não é listar as suas cinco melhores atuações, mas os cinco melhores filmes que contaram com a presença dele. Pode-se dizer que a minha lista foi um tanto quanto clichê, mas se é clichê é porque deu certo.

5º Lugar: Náufrago (Cast Away, 2000)

Você sobreviveria sozinho em uma ilha deserta? Essa é a pergunta que pode ser feita ao assistir Náufrago. O filme conta a história de Chuck, um funcionário da empresa FedEx que devido a um acidente aéreo se vê completamente sozinho em uma ilha deserta. O filme desperta algumas curiosidades sobre o comportamento humano, como desde aprender a pescar apenas com uma lança (algo no mínimo inusitado para alguém tipicamente urbano) até a criação imaginária de um amigo (pra quem não lembra somos animais sociais). Quem não se lembra do Sr. Wilson, uma bola com rosto desenhada a mão e que acaba fazendo companhia para Chuck. A amizade entre os dois é tamanha que próximo ao final do filme quando Chuck constrói uma barca para deixar a ilha e voltar para a cidade, as fortes ondas acabam derrubando Wilson no oceano, mas mesmo sendo apenas uma bola, Chuck enfrenta os fortes ondas para resgatar o amigo. A idéia do filme deu tão certo, que até em Madagascar (2005) aparece um Wilson fazendo companhia para o leão narcisista Alex. Além dessas situações, o personagem de Tom Hanks vivencia a extração de um dente sem anestesia e feita por ele próprio.

Tom Hanks comprova ser um excelente ator, segurando praticamente sozinho a platéia durante mais de duas horas de filme. Foi indicado ao Oscar de Melhor Ator em 2000 pelo filme, mas acabou perdendo para Russel Crowe por Gladiador (Gladiator, 2000) Além da excelente atuação de Hanks, a história é bastante simples e comovente. Vale muito a pena ver e rever essa obra.


4º Lugar: Prenda-me se for Capaz (Catch me if you can, 2002)


Uma mesma pessoa ser professor, médico, advogado e co-piloto de avião. E tudo isso antes de completar 18 anos. Um gênio alguns dirão. Pode-se até chamá-lo assim, contando que ele não terminou o ensino médio e não pisou em nenhuma faculdade. Ele é na verdade um personagem real, Frank Abagnale Jr., vivido no filme por Leonardo DiCaprio. Frank com apenas 16 anos começa a praticar golpes milionários falsificando cheques e acaba despertando a ira de um agente do FBI, Carl Hanratty (Tom Hanks), que não pretende descansar enquanto não ver o golpista atrás das grades. Dirigido por Steven Spielberg, o filme traça um panorama da vida de Frank, desde o começo até a captura pelo agente do FBI (não se preocupem, esse não é o final do filme). As situações vividas por Frank e as artimanhas que ele utiliza para enganar as pessoas são os pontos altos do filme. O que fica é a intensa capacidade de sobrevivência do personagem de DiCaprio, capaz de reduzir qualquer um de nós a meras crianças inocentes. Altamente recomendável.



3º Lugar: Filadélfia (Philadelphia, 1993)


Em terceiro lugar está o filme que deu a Tom Hanks seu primeiro Oscar de Melhor Ator. Filadélfia conta a história do advogado Andrew (Tom Hanks), que trabalha numa famosa firma de advocacia na cidade de mesmo nome do filme. Andrew é homossexual e vive com seu parceiro Miguel (Antonio Banderas). Por medo do preconceito, Andrew esconde a sua opção sexual. No decorrer da história, Andrew descobre ser portador do vírus HIV, os sintomas começam a aparecer e a notícia rapidamente se espalha na empresa. Por puro preconceito, seus colegas de trabalho acabam sabotando seu trabalho e ele acaba sendo despedido. Inconformado com a situação, Andrew busca meios legais de processar a firma. Depois de muitos advogados recusarem a sua causa, ele se encontra com o advogado Joe Miller (Denzel Washington) que aceita o caso. O próprio Joe, na verdade é homofóbico, mas não deixa transparecer claramente. O que se segue no filme é a busca judicial por danos morais causados a Andrew, a exposição do preconceito da sociedade, tanto em relação aos homossexuais como aos portadores de HIV, e o constrangimento pela exposição de partes íntimas da sua vida pessoal. Além do Oscar de Melhor Ator, o filme também venceu na categoria Melhor Canção Original (Streets of Philadelphia de Bruce Springsteen). Mais um filme clássico de Tom Hanks. Recomendadíssimo.


2º Lugar: Forrest Gump, O Contador de Histórias ( Forrest Gump, 1994)


Os últimos quarenta anos da história dos Estados Unidos contadas por um homem que não é o típico herói americano. Esse é o pano de fundo de Forrest Gump, O Contador de Histórias. A história começa com Forrest (Tom Hanks) sentado num ponto de ônibus e começa a contar a sua história para quem senta ao seu lado. O filme traça um panorama desde a sua infância conturbada, onde ele tinha dificuldade para andar, mas mesmo assim ensinou a Elvis Presley a sua famosa dança, passando por sua adolescência, onde era alvo constante dos colegas até a sua vida adulta. O filme mostra a participação de Forrest nos principais acontecimentos históricos dos Estados Unidos, como a revolução hippie, a Guerra do Vietnã e o Caso Watergate, e mostra até um aperto de mãos entre Forrest Gump e o presidente Kennedy. Ele ainda se encontra com Nixon e John Lennon. O filme é memorável do começo ao fim, e poderia gastar muitas linhas falando sobre ele, mas, sobretudo o que fica é a busca pela realização dos seus sonhos. Quem não se lembra das várias cenas de Forrest correndo, tanto na rua como no time de futebol americano (“Go Forrest”, gritava a torcida). Apesar de ser considerado pouco inteligente, no decorrer da história ele é elevado a categoria de herói. O filme deu a Hanks o seu segundo Oscar de Melhor Ator, no ano seguinte após ter ganhado por Filadélfia. Somente Tom Hanks e Spencer Tray ganharam dois Oscar consecutivos. O filme ganhou seis Oscar das 13 categorias a que foi indicado: Melhor Filme, Melhor Diretor para Robert Zemeckis, Melhor Ator para Tom Hanks, Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Edição. Destaque para Sally Field, numa pequena participação como a mãe de Forrest Gump. Como diz Forrest ao longo do filme “Idiota é quem faz idiotice”. Então, não seja um idiota e veja ou reveja esse clássico!


1º Lugar: À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999)



Baseado no livro homônimo de Stephen King, À Espera de um Milagre conta a história de um corredor da morte chefiado por Paul Edgecomb (Tom Hanks) em 1935 em Louisiana. A história começa quando a prisão recebe um prisioneiro negro, John Coffey (Michael Clarke Duncan), acusado, pela morte e estupro de duas meninas. John Coffey [“Se fala como café, mas se escreve diferente”] possui estranhos poderes de cura e um comportamento que chega a ser infantil em determinados momentos. No decorrer do filme, os próprios homens que irão levá-lo para a cadeira elétrica acabam em dúvida da real culpa de Coffey. O filme humaniza alguns prisioneiros, o que faz com que cativem a platéia. Um dos pontos altos do filme é o ratinho Mr. Jingles, que acaba se tornando a mascote tantos dos prisioneiros como dos guardas. Foi um dos filmes que mais me emocionaram até hoje, mostrando personagens que vão desde a injustiça à mesquinharia e outros onde a amizade e a compaixão são os sentimentos de realmente importam. A cena em que Coffey é levado para a cadeira elétrica é no mínimo comovente. O filme mexe com sentimentos que vão da indignação a mais pura ternura pelos personagens. Realmente, um belo filme. O melhor filme de Tom Hanks, na minha opinião, não levou nenhuma estatueta, mas foi indicado nas categorias Melhor Filme (perdeu para Beleza Americana, realmente um páreo duro), Melhor Ator Coadjuvante para Michael Clarke Duncan, Melhor Som e Melhor Roteiro Adaptado. Altamente recomendável. Bom filme!


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Os 5 melhores filmes da Sessão da Tarde

Há uns dias atrás fui visitar meus pais e resolvi ligar a TV durante a tarde. Pensei “Vou ver o que está passando na Sessão da Tarde”. O nome do filme: Sharkboy e Lavagirl!!! Pensei: “Que p....é essa??” Não bastasse isso, peguei os jornais da semana e fui ver quais eram os filmes que tinham passado: O Cachorro atômico e ainda Pum – Emissão Impossível. Devo estar ficando velho mesmo. Saudade da Sessão da Tarde de uns anos atrás...

A partir disso, resolvi fazer o Top Five desse mês sobre os melhores filmes que passaram na Sessão da Tarde durante a minha infância e adolescência.


5º Lugar: Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987)


Existem muitos filmes sobre vampiros, uns que vão mais para o terror e suspense, e outros, como esse, que beiram a comédia, apesar de ser um filme de aventura. A história é sobre dois irmãos, Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim) que vão morar numa cidade pequena com a mãe (Dianne Wiest). Nessa cidade, misteriosos desaparecimentos de jovens acontecem aparentemente sem causa. Também há um grupo de motoqueiros, os vampiros responsáveis pelos desaparecimentos. Michael acaba se apaixonando por Star (Jami Gertz), que faz parte do grupo dos motoqueiros, e faz um ritual que pouco a pouco os estará transformando em vampiro. O irmão de Michael, Sam, fanático por histórias de terror em quadrinhos desconfia do comportamento estranho do irmão e tenta salvá-lo dessa transformação. O filme é ágil e não enrola muito. Destaque para a música People are strange, original do The Doors, mas no filme com uma versão do Echo and the Bunnymen. Um filme tenso na dosagem certa pra uma Sessão da Tarde.


4º Lugar: Quero Ser Grande (Big, 1988)



Qual criança nunca desejou, em algum momento, em se tornar um adulto de uma hora para outra? Essa é a história de Quero ser Grande. Josh, um menino de 12 anos cansado da vida de pré-adolescente faz o pedido de ser grande para uma máquina num parque de diversões. Ele é atendido e agora vai ter que encarar as responsabilidades da vida adulta. Tom Hanks, que vive Josh adulto, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por esse filme, que também foi indicado para Melhor Roteiro Original. Na maioria das vezes histórias simples e com orçamento baixo produzem filmes memoráveis. A cena mais famosa desse filme é com certeza a cena do piano na loja de brinquedos. Clássica!!




3º Lugar: Os Goonies (The Goonies, 1985)


Aqueles que possuem mais de 20 anos de idade e não viram esse filme não tiveram infância. Filme clássico de Steven Spielberg (um deles), conta a história de um grupo de amigos que saem em busca de um tesouro perdido por piratas (o lendário Willy Caolho) para evitar que suas casas sejam demolidas e a conseqüente mudança do bairro onde moram. Além das armadilhas montadas pelos piratas para evitar a descoberta do tesouro, os Goonies também tem que fugir dos irmãos Fratelli, uma máfia italiana mais do que atrapalhada. Destaque para o Sloth (“Chocolate, mamãe”) e as orelhinha que se mexiam, além da música da Cindy Lauper (Goonies 'R' Good Enough). Esse filme mostra toda a inocência e busca pela aventura de um grupo de crianças que cativam qualquer um e fazem qualquer criança querer ser um Goonie (pelo menos eu queria). Bem diferente das crianças de hoje. O filme mostra figurinhas carimbadas dos filmes dos anos 80, como Corey Feldman (o Bocão), que também participou de Os Garotos Perdidos, Meus Vizinhos São um Terror, Sem Licença para Dirigir, Conta Comigo e por aí vai... Filme para ser visto e revisto.



2º Lugar: Conta Comigo (Stand By Me, 1986)



Se todos os filmes anteriores são de aventura ou comédia, esse pode ser considerado um drama infantil. O filme é sobre quatro garotos que saem em busca de um corpo de um menino que está perdido na floresta. Os personagens, apesar de crianças, são psicologicamente complexos (por isso me chamou tanto a atenção). Gordie (Wil Wheaton) é quem lembra a história, já adulto. A família não aceita a morte do irmão mais velho, um esportista promissor, e acaba descontando toda a frustração em cima de Gordie. Seu melhor amigo era Chris (River Phoenix), filho de uma família mal estruturada e que ouvia constantemente que não teria futuro algum. Completavam o grupo Duchamp (Corey Feldman) e Vern (Jerry O'Connell). Duchamp era meio perturbado, porque seu pai tinha ficado maluco na guerra e Vern era o mais infantil do grupo. Durante a busca pelo corpo do menino, eles descobrem o valor da amizade e de ter alguém com quem contar, quando todo mundo já te virou as costas. Sempre quando revejo esse filme, o que mais me marca é uma das frases finais ditas por Gordie adulto, quando termina de contar a história: “Amigos entram e saem das nossas vidas como garçons num restaurante”. Vale a pena conferir. A história é baseada num conto de Stephen King (The Body).


1º Lugar: Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986)



Dificil falar sobre esse filme. Perfeito? Empolgante? Clássico?? Com certeza, até o Tele Cine Cult já passou na sessão Novos Clássicos. A aventura vivida durante um dia pelos melhores lugares de Chicago por Ferris (Matthew Broderick), seu amigo Cameron (Alan Ruck) e a namorada Sloane (Mia Sara) é contagiante do início ao fim. Ao invés de ir à aula, Ferris resolve tirar um day off. “Como poderia suportar a escola num dia como esse?” (num dia ensolarado). O fato de Ferris conversar com o espectador, dá um tom de intimidade com quem assiste. Ele dá até a receita de como fingir uma doença pra ficar em casa!! Espetacular! Esse filme pode ser considerado como o retrato de uma geração pós-hippie, onde o que interessa é curtir a vida. “Eu não ligo se os europeus são socialistas, eles poderiam ser anarquistas fascistas e nem assim me dariam um carro”.

A cena mais clássica do filme, e umas das melhores do cinema como um todo, é (óbvio) a cena do desfile onde ele canta Twist and Shout (dos Beatles). Essa música não fez muito sucesso na época do lançamento do disco, mas estourou em todo o mundo com esse filme. Até hoje eu danço e pulo como ele quando essa música toca no DCE.

Realmente um clássico, o maior da Sessão da Tarde!!! E fica a dica dada por Ferris: “A vida passa muito rápido. Se não pararmos para curti-la, podemos perdê-la”. Sábias palavras...por isso ele era o máximo!!