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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Top 10 - Crianças

Todo mundo em algum momento da vida já sentiu saudade da infância. Os medos, os desejos, a vontade de ser grande, a inocência... tudo isso faz parte de uma das melhores fases da nossa vida. Em homenagem ao dia das crianças, selecionei os dez melhores filmes que abordam a temática infantil como tema central da história. A maioria é formada por filmes antigos, mas afinal de contas, recordar é viver...

10º Lugar: Esqueceram de Mim (Home Alone, 1990)

Com o roteiro escrito por John Hughes (diretor de "Curtindo a vida adoidado"), esse clássico da década de 90 conta a história de Kevin (Macaulay Culkin), um menino de oito anos esquecido em casa pela família em pleno Natal. Sozinho em casa ele tira proveito da situação e faz tudo conforme a sua vontade. O que ele não esperava é que sua casa fosse alvo dos (hilariantes) bandidos Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern). Como Kevin é o único que pode garantir a segurança da casa, ele monta diversas armadilhas para afugentar os ladrões intrometidos, enquanto espera o retorno de sua família. Embora seja uma comédia, o filme faz um apelo para o significado e importância da família, representado principalmente pela história de um homem solitário (Roberts Blossom) que chama a atenção de Kevin. O sucesso do filme levou Macaulay Culkin ao estrelato imediato, sendo um dos jovens atores mais bem pagos da história recente do cinema. Este mesmo sucesso fez com que produtores gravassem três continuações da franquia, embora somente a segunda tenha tido sucesso e conte com a presença de Culkin. Os demais são equívocos grosseiros dos produtores e merecem ser esquecidos. Em relação ao primeiro filme da franquia, vale sempre a pena reassistir esse clássico. A diversão é garantida.


9º Lugar: Caravana da Coragem (Caravan of Courage: An Ewok Adventure, 1984)

Um clássico da Sessão da Tarde! Escrito por George Lucas e ambientado no mundo Star Wars, "Caravana da Coragem" conta a história dos irmãos Mace (Eric Walker) e Cindel (Aubree Miller) perdidos na floresta de Endor, à procura de seus pais raptados pelo monstro Gorax. Nessa busca, acabam encontrando um grupo de seres valentes, os Ewoks, que mais parecem pequenos ursos. Apesar dos irmãos não compreenderem a língua dos Ewoks, os pequenos e cativantes nativos irão ajudar Mace e Cindel a encontrar seus pais. O filme é cheio de ação e aventura, e desperta em toda criança a vontade de também participar de algo parecido. Embora o filme tenha sido produzido para a televisão americana como um caça-níquel explícito após o sucesso dos Ewoks em "Star Wars - O Retorno de Jedi", o filme é uma ficção ingênua, com uma história simples (filhos em busca dos pais) que cumpre a função de entreter e cativar o público, principalmente as crianças, e despertar o desejo por aventuras fora dos limites do quarto, algo tão raro nas crianças de hoje em dia.


8º Lugar: O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)

Baseado no filme homônimo de L. Frank Baum e produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer em Technicolor, "O Mágico de Oz" conta a história de Dorothy (Judy Garland), a qual é levada por um tornado no Kansas para uma terra mágica habitada por bruxas (Margareth Hamilton), leões covardes (Bert Lahr), espantalhos (Ray Bolger) e homens de lata falantes (Jack Halley). Misturando fantasia e musical, a primeira parte do filme que se passa no Kansas foi gravada em preto-e-branco, enquanto que a parte em Oz foi gravada em colorido. O filme chama a atenção pelo uso das cores, numa época onde pouquíssimos filmes utilizam essa técnica, e cativa o espectador pela busca de um coração para o Homem de Lata, pela coragem para o Leão Covarde e por um cérebro pelo o Espantalho, coisas que todos acreditam que somente o famoso Mágico de Oz (Frank Morgan) poderá conseguir. O filme recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Filme, Direção de Arte, Fotografia e Efeitos Especiais. Ganhou nas categorias de Trilha Sonora e Canção Original. De fato, as músicas de "O Mágico de Oz", como "Somewhere Over the Rainbow", fazem sucesso até hoje. Um fato é interessante a respeito desse filme, dizem que se você tocar o famoso disco do Pink Floyd, "The Dark Side of the Moon", simultaneamente como o filme a partir do terceiro rugido do leão da MGM, uma obra corresponde a outra, fazendo uma sincronia audio-visual. Fato no mínimo interessante, ou obra do acaso, já que o famoso disco do Pink Floyd foi lançado 34 anos após o filme.




7º Lugar: A História Sem Fim (
The Never Ending Story, 1984)

As pessoas sempre dizem que ler um livro é como ser transportado para um outro mundo, e "A História Sem Fim" retrata isso de forma brilhante. O filme conta a história de Bastian (Barret Oliver), um garoto que sofre com a morte da mãe e as constantes brigas na escola. Após uma briga, ele entra em uma livraria e descobre um livro chamado "A História Sem Fim". O livro conta a história do reino de Fantasia, governado pela Imperatriz Menina (Tami Stronach) que está sendo destrúido pelo Nada. Só quem pode salvar Fantasia do Nada é um jovem guerreiro chamado Atreyu (Noah Hathaway), mas há um detalhe: para que ele consiga salvar Fantasia, Bastian tem um papel fundamental nesta verdadeira cruzada contra o Nada. Cheio de seres mitológicos, este filme cativa pela inocência de Bastian e pela simplicidade dos temas tratados: Fantasia, Imperatriz Menina, Nada... Vale a pena pegar uma carona no dragão voador peludo e entrar nesta fantástica história, escrita pelo alemão Michael Ende.




6º Lugar: Quero Ser Grande (Big, 1988)

Embora o filme não seja estrelado por uma criança, como nos filmes anteriores, o personagem, neste caso, é uma criança no corpo de uma adulto. Aquela vontade que as crianças sentem de se tornarem adultas da noite para o dia toma forma neste filme estrelado por Tom Hanks. Josh (Hanks) vai até uma máquina em um parque de diversões e pede para ser grande, após levar um fora de uma colega que queria namorar garotos mais velhos. Fantasticamente o desejo é atendido e agora ele tem que se virar como um adulto: morar sozinho, pagar as contas, arrumar um emprego... A cena mais famosa com certeza é a cena do teclado (ver abaixo). O filme foi um sucesso de crítica e rendeu a Tom Hanks a sua primeira indicação ao Oscar (a primeira de muitas que viriam a seguir). Interessante neste filme é notar o olhar de uma criança sobre o mundo adulto e perceber que vale muito mais a pena aproveitar cada minuto desses 12 anos fantásticos do que pular essa fase.




5º Lugar: O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas, 2008)

A inocência infantil tem lugar central nessa comovente história de duas crianças em meio a Segunda Guerra Mundial. Como esse filme já rendeu uma postagem exclusiva para ele, não vou me repetir aqui. Dêem uma olhada nos comentários sobre esse filme aqui.

4º Lugar: E.T. - O Extra-Terrestre
(E.T., the extra-terrestrial, 1982)

Um dos clássicos de Steven Spielberg. Neste filme, Spielberg apresenta os adultos de forma caricatural. Diversas cenas mostram somente as pernas dos adultos e seus comportamentos ante a descoberta de E.T. são totalmente previsíveis. O foco do filme é mesmo as crianças e a relação de amizade entre elas e o visitante extra-terrestre. A crítica completa deste filme você encontra no Top 5: Steven Spielberg e clássica cena da bicicleta, escolhida por mim como a segunda cena mais clássica da história do cinema, aqui.

3º Lugar: Conta Comigo (Stand by Me, 1986)

Baseado num conto de Stephen King, o filme conta a história de quatro amigos que fazem uma jornada em busca de um corpo de um menino de 12 mortos dado como morto pelo noticiário local. O filme é sensacional ao retratar a amizade, as frsutações e anseios que aparecem no final da infância. Destaque absoluto para a frase que encerra o filme dita por Gordie, o narrador e personagem principal da história: "E eu nunca mais tive amigos como quando eu tinha doze anos". Frase para se pensar... Eleito por mim o segundo melhor filme da Sessão da Tarde.




2º Lugar: Os Goonies (The Goonies, 1985)

Ok, a essa altura vocês já podem pensar que essa lista é uma repetição do Top 5 Sessão da Tarde, mas eu estaria cometendo uma enorme injustiça se não incluísse esses filmes. E convenhamos, os filmes antigos tratam a infância com mais brilhantismo e coerência do que os filmes atuais, com raras exceções. "Os Goonies" foi um filme que marcou toda uma geração. Produzido por Steven Spielberg (sim, ele de novo), o filme torna mais próximo das crianças o que "Caravana da Coragem" fez de forma mais distante. Não precisamos ir a outro planeta e encontrarmos seres completamente diferentes para vivermos uma aventura. Quem sabe essa aventura possa acontecer no próprio bairro onde nascemos e vivemos. E é exatamente nisso que esse filme aposta... e ganha. Cinco meninos embarcam numa busca por um navio-pirata onde acreditam que irão encontrar um grande tesouro que irá salvar as casas dos seus pais de um empreendimento financeiro. Destaque para o personagem Sloth, interpretado por John Matuszak, falecido em junho de 1989. Um filme de ação empolgante, curioso e engraçado que merece ser revisitado. Um dos meus filmes prediletos!!




1º Lugar: A Corrente do Bem (Pay It Forward, 2000)

Estrelado por Haley Joel Osment (de "O Sexto Sentido"), e com Kevin Spacey e Helen Hunt no elenco, essa comovente história foca em como pequenos atos podem http://www.blogger.com/img/blank.gifrealmente fazer a diferença na vida das pessoas. Ninguém melhor que uma criança esperançosa para passar essa mensagem. Trevor (Osment) é uma criança que vive sozinho com a sua mãe (Hunt). Após uma aula, onde seu professor (Spacey) apresenta a idéia do "passe adiante" (onde cada favor que você receber, você deve retribuir a outras três pessoas), Trevor decide tocar essa idéia adiante, mesmo desacreditado por algumas pessoas. O fato é que a idéia começa a dar certo, e algumas pessoas começam a achar um sentido na vida, como é o caso da própria mãe de Trevor. A trinca de atores principais (Helen, Haley e Kevin) está em perfeita sintonia ao longo de todo o filme. Com um final tocante e supreendente, o filme passa a mensagem de forma contundente e mostra que ainda há esperança, embora muitos não acreditem nela. Altamente recomendável!

Veja o Trailer do filme aqui!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Top 5: Melhores Continuações

Como apontado na postagem de junho, boa parte da produção cinematográfica desse ano está sendo de sequências. Na maioria das vezes, querendo se apoiar no enorme sucesso de um filme, os produtores mais gananciosos emendam uma sequência atrás na outra, querendo repetir o sucesso da primeira fita. Algumas vezes conseguem, outras nem tanto. Fato é que algumas sequências são realmente muito superiores ao primeiro ou segundo filme. Já que o cinema é recheado de sequências, listei as cinco melhores continuações, aquelas em que o segundo ou terceiro filme da série é considerado melhor que o primeiro. Vale um adendo: o ranqueamento da lista foi feita comparando-se o quão melhor um filme é em relação ao seu predecessor, e não em relação aos outros que compõem esta lista.

5º Lugar: Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989)


Tido na época para ser o último filme da franquia, Steven Spielberg realmente fez um filme a altura da grandiosidade do personagem de Harrison Ford como obra de despedida do personagem Indiana Jones. Depois de uma sequência morna, mas ainda assim interessante, em "Indiana Jones e o Templo da Perdição" (1984), agora Indiana está acompanhado de seu pai Henry Jones (Sean Connery) na busca pelo lendário Santo Graal, o calíce utilizado por Jesus Cristo durante a Última Ceia e que também recebeu seu sangue durante a crucificação. Com a promessa de dar a imortalidade para quem beber no Santo Graal, logo a localização do Sagrado Cálice desperta o interesse nazista. Os seguidores do Terceiro Reich assim, capturam o pai de Indiana. Segue-se uma sequência de fuga e espionagem até finalmente Indiana Jones encontrar o lendário cálice. Apesar de "Os Caçadores da Arca Perdida" (1981) estar entre os melhores filmes da série, esse foi o que mais me chamou a atenção. Talvez, pelo tom de despedida dado ao filme, com a cena final de Indiana Jones e seus parceiros cavalgando em direção ao por-do-sol. Contudo, 19 anos mais tarde, Spielberg e George Lucas se juntaram novamente para produzir o último filme da série. Um belo presente para os fãs de Indiana Jones, que assim como eu, até então, não tinha tido a oportunidade de ver o herói na tela grande.


4º Lugar: O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final (Terminator 2, 1991)


Poucas obras de ficção se tornaram tão populares como "O Exterminador do Futuro". Dirigido por James Cameron, nessa sequência, após a falha em matar Sarah Connor (Linda Hamilton), agora é enviado um novo exterminador chamado T-100 (Robert Patrick), encarregado de matar John Connor (Edward Furlong), filho de Sarah, e que no futuro iria liderar a revolução contra as máquinas. Ao mesmo tempo em que T-100 é enviado para matar John, um outro exterminador, o T-101 (Arnold Schwarzenegger), é enviado para protegê-lo. Interessante notar a diferença no porte físico entre o personagem T-100 e T-101. James Cameron selecionou Robert Patrick justamente para constrastar as diferenças físicas, mas para dizer que apesar disso, o T-100 poderia ser tão mortal ou mais do que o personagem de Schwarzenegger. "O Exterminador do Futuro 2" ganhou quatro Oscar, todos em categorias técnicas, incluindo Melhor Efeitos Visuais. Só James Cameron consegue superar a si mesmo. Foi assim depois com "Titanic" (1997) e, recentemente com o vislumbrante "Avatar" (2009). Com efeitos especiais impresionantes para a época e uma história em que faz o telespectador refletir sobre o seu futuro e a dependência tecnológica, o filme é definitivamente o melhor de todos da franquia. Vale a pena ver e rever esse clássico, afinal como disse a personagem de Linda Hamilton: "Se uma máquina pode aprender a amar, talvez nós possamos também".

3º Lugar: O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II, 1974)


Incrível como é difícil falar sobre esse filme, ou qualquer um da trilogia. Acho que cabe ao leitor ler a crítica a respeito desse filme na última postagem. O que vou reafirmar aqui é que esse filme é mais complexo do que o primeiro, mostrando ao mesmo tempo a história de Vito Corleone jovem e as ações de Dom Michael Corleone como o novo "padrinho". Com excelentes interpretações de Al Pacino e Robert De Niro esse filme conseguiu o que muita gente duvidava: superar a primeira parte em técnica e enredo e também levar a estatueta de Melhor Filme, assim como o seu antecessor. Parada obrigatória para quem gosta de bom cinema.

2º Lugar: Shrek 2 (Shrek 2, 2004)


Muita gente pode estar se perguntando como "Shrek 2" superou "O Poderoso Chefão - Parte II"? A resposta está no fato de que essa sequência simplesmente engoliu a antecessora e todas as sequências posteriores. Como já falei sobre esse filme na postagem sobre os 10 melhores filmes década (2000-2009) não vou me repetir aqui. O que me chama atenção além de toda a inversão dos contos de fadas, é a quantidade de referências que o filme faz a outras películas. Se no primeiro há uma referência a filmes como "Matrix", nessa nova sequência a quantidade de referências é imensa: "Alien, o 8º passageiro", "E.T. - O Extra-Terrestre", "Missão Impossível", "Flashdance", entre outros que eu devo ter esquecido. Referências, aliás, copiadas por outros filmes como Madagascar, que se refere a filmes como "Náufrago" e "Beleza Americana". Mas o melhor é mesmo a inversão de papéis entre ogros e príncipes encantados e fadas-madrinhas, cultuados durante décadas pela Disney. Ainda bem que Walt Disney está congelado, se não estaria se revirando no caixão.

1º Lugar: Tropa de Elite 2 (Tropa de Elite 2, 2010)



"Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção".

É simplesmente sensacional a capacidade que um filme tem de mexer com a população, gerando discussões e questionamentos sobre o sistema em que estão imersos. Se o primeiro filme de José Padilha já tinha atingido um nível altíssimo de popularidade e discussões acerca das ações da polícia nas favelas do Rio de Janeiro, agora em "Tropa de Elite 2" o foco não são as ações isoladas da polícia, mas sim todo o sistema e jogos de poder que estão por trás dos tomadores de decisão.
Wagner Moura reencarna o seu personagem mais popular, o capitão Nascimento. Nesse filme ele é retirado do BOPE devido a um "acidente" no presídio de Bangu. Assume então a chefia da Secretaria de Inteligência. O que ele não sabia porém, é que a aparente paz nas favelas se deve às milícias formadas por policiais que invadem e com a promessa de proteger as comunidades obrigam a população a consumir os serviços oferecidos por eles. Fazendo uma denúncia social poucas vezes vistas no cinema brasileiro, Padilha mostra as ações combinadas de policiais e políticos corruptos que não medem "forças" para conseguir os votos das comunidades carentes sobre uma falsa promessa de proteção. Com cenas de difíceis de esquecer, como quando os capangas de um policial arrancam os dentes do crânio queimado de uma jornalista que investigava a polícia, o filme deixa o telespectador com uma sensação de impotência, daquelas de não querer levantar da cadeira do cinema e ir para a rua. Uma história contundente e de uma realismo revelador. Wagner Moura novamente se sai muito bem como protagonista do filme, em uma atuação, que na minha opinião, é digna de Oscar. Falando em Oscar, vamos ver qual filme brasileiro os especialistas irão indicar para concorrer a uma entre as cinco vagas para o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Ouvi boatos de que seria "Nosso Lar". Esperar pra ver... "Tropa de Elite 2", ainda em cartaz, já foi visto por mais de 10 milhões de espectadores, superando os blockbusters espíritas "Chico Xavier" e "Nosso Lar" (parece que as pessoas estão mais interessadas sobre o que anda acontecendo no plano terrestre, ainda bem!) e deve superar a maior bilheteria brasileira de 10,7 milhões de espectadores mantida por Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976). Adaptando o que foi dito por Zuenia Ventura sobre "Cidade de Deus", mas que se aplica muito bem nesse caso: "Assistir Tropa de Elite 2 é um dever cívico"!

Essa foi a minha lista com as cinco melhores sequências do cinema. Na próxima postagem eu vou para o lado escuro da força e irei listar as piores sequências do cinema. "Hasta la vista, baby!".

quinta-feira, 18 de março de 2010

Top 5: Maiores injustiças do Oscar

Ainda no clima do Oscar 2010, resolvi fazer um Top Five sobre as cinco maiores injustiças da principal premiação do cinema (e a gente sabe muito bem que isso acontece rotineiramente). Esse ano, por exemplo, achei injusto "Bastardos Inglórios" não levar o prêmio de Melhor Roteiro Original. Quem ganhou foi "Guerra ao Terror", com um roteiro, que na minha opinião não tem nada de mais. O Oscar sempre tem alguma categoria que não premia quem realmente merece. De uns tempos pra cá ele vem querendo "fazer justiça", premiando aqueles que já tiveram várias indicações e nenhuma vitória, o que por um lado pode ser bom, mas também pode ser injusto com alguém que naquele momento foi realmente melhor.
Injustiças do Oscar podem levar a longas discussões, e claro, sempre tem o viés do gosto pessoal de cada um. Considerando isso (e baseado nas minhas preferências), elegi as cinco maiores injustiças da história do Oscar.

5º Lugar: Taxi Driver (1976)


Um dos melhores filmes de Martin Scorsese (senão o melhor), foi completamente ignorado no Oscar. Indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator para Robert De Niro, Melhor Atriz Coadjuvante para Jodie Foster (com apenas 14 anos) e Melhor Musica, não levou nenhuma estatueta. A atuação de De Niro é irretocável. Ele já havia levado um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por "O Poderos Chefão II" (1974), mas só ganhou na categoria principal por "Touro Indomável" (1980), outra obra-prima de Scorsese. "Taxi Driver" tornou Jodie Foster mundialmente famosa, e já levou dois Oscar como Melhor Atriz por "Acusados" (1988) e por "O Silêncio dos Inocentes" (1991). Outra injustiça nesse caso, foi "Taxi Driver" perder a estatueta de Melhor Filme para "Rocky, um lutador", uma escolha lamentável da Academia. Para completar a série de injustiças, Scorsese sequer foi indicado como Melhor Diretor. Seu reconhecimento como diretor só veio na sexta indicação, quando levou por "Os Infiltrados" (2006). A estatueta foi entregue por Steven Spielberg, George Lucas e Francis Ford Copolla, numa maneira que a Academia encontrou de homenagear e por fim, reconhecer o valor da obra de Scorsese. Pelo menos nesse caso, a justiça foi feita (antes tarde do que nunca). O problema é que para compensar tanto tempo de injustiça, premiaram "Os Infiltrados" na categoria Melhor Filme, quando na verdade quem deveria ganhar era "Pequena Miss Sunshine", que é infinitamente melhor que o filme de Scorsese. Paciência...




4º Lugar: Fernanda Montenegro (Central do Brasil, 1998)



A única atriz brasileira indicada à Melhor Atriz viu a sua grande chance escorrer por entre os dedos quando a Academia resolveu (num momento de insanidade, não há outra explicação) premiar Gwyneth Paltrow por "Shakespeare Apaixonado", com uma atuação, no máximo, mediana. Para piorar a situação, competindo com Gwyneth Paltrow e Fernanda Montenegro estavam Meryl Streep (por "Um amor verdadeiro") e Cate Blanchet (por "Elizabeth"). Quem viu "Central do Brasil" e "Shakespeare Apaixonado", vê muito bem a distância quilométrica que separa a atuação de Fernanda Montenegro da de Gwyneth Paltrow. Não falo isso por se tratar de brasileiro, a atuação é sim muito superior. Talvez se Cate Blanchet ou Meryl Streep tivessem ganhado a estatueta, seria melhor. Além disso, "Shakespeare Apaixonado" levou o Oscar de Melhor Filme (outro equívoco). Vale lembrar ainda que "Central do Brasil" concorria a Melhor Filme Estrangeiro (talvez uma das maiores chances do cinema nacional), mas perdeu para o belíssimo "A vida é bela" (nesse caso a Academia foi justa).



3º Lugar: Whoopi Goldberg (A cor púrpura, 1985)



Parece que a Academia tem uma certa resistência em premiar atores novatos. Essa é a única explicação para o fato de Whoopi Goldberg não ter sido eleita a Melhor Atriz por "A cor púrpura". Sua interpretação é no mínimo espetacular e de uma qualidade sem precedentes. A primeira metade do filme ela fala muito pouco, mas grita com expressões faciais que falam mais do que mil palavras. Uma interpretaçõ primorosa. Ela só viria ganhar um Oscar anos mais tarde como Atriz Coadjuvante por "Ghost" (1990). A primeira atriz negra a ganhar um Oscar como Melhor Atriz foi Halle Berry em 2002 por "A última ceia". Esse não é o primeiro caso em que uma excelente atuação deixa de ser reconhecida. Gloria Swanson, espetacular como a atriz decadente em "Crepúsculo dos Deuses" (1950) e Bette Davis, numa interpretação aclamada, por "A malvada" (1950) também ficaram na platéia. Interessante que tanto Gloria como Bette concorreram no mesmo ano, mas quem levou foi Judy Holiday por "Nascida ontem". Além de Whoopi Goldberg não vencer, "A cor púrpura" foi indicado em 11 categorias e não levou nenhum prêmio e Steven Spielberg sequer foi indicado como Melhor Diretor!!



2º Lugar: Stanley Kubrick (Laranja Mecânica, 1971)



Se Martin Scorsese esperou até a sua sexta indicação a Melhor Diretor para levar o prêmio, Stanley Kubrick literalmente morreu esperando. A sua grande chance veio com o polêmico e cultuado "Laranja Mecânica" (1971), que teve quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro (os três para Kubrick) e Melhor Edição. Kubrick viu todas as oportunidades de colocar as mãos na cobiçada estatueta ir por água abaixo quando a Academia premiou "Operação França" nas categorias Melhor Direção e Melhor Filme, sem contar que Malcolm McDowell, o protagonista de "Laranja Mecânica", nem foi indicado a Melhor Ator. Kubrick foi indicado quatro vezes ao Oscar de Melhor Diretor [Dr. Fantástico (1964), 2001: uma odisséia no espaço (1968), Laranja Mecânica (1971) e Barry Lindon (1975)], mas não levou em nenhuma delas. Sua última produção, "De olhos bem fechados" (1999), não agradou muito a crítica, apesar de mostrar o casal-sensação de Hollywood na época, Tom Cruise e Nicole Kidman. Faleceu em 07 de março de 1999 sem levar um Oscar para casa, mas é considerado um dos melhores e mais controversos diretores de todos os tempos. Realmente uma pena!




1º Lugar: Alfred Hitchcock



Um dos maiores gênios do cinema (isso é clichê, eu sei, mas é a pura verdade), Alfred Hitchcock, assim como Kubrick, nunca levou a estatueta de Melhor Diretor. Dono de uma filmografia cultuada e recheada de clássicos, Hitchcock teve cinco indicações como diretor por filmes como "Rebecca" (1940), "Janela Indiscreta" (1954) e "Psicose" (1960) e uma como produtor. Entre as indicações, acredito que ele deveria ter levado por "Janela Indiscreta", uma belíssima direção onde ele planejou e visualizou todo o cenário do filme, principalmente os apartamentos do prédio a frente da janela de Jeff (James Stewart). O conceito hitchcockiano de cinema se difundiu nos mais diversos gêneros. É dele a idéia de fornecer informações ao espectador que os persoangens não percebem. Por exemplo, na cena clássica de "Psicose", enquanto Marion toma uma ducha no chuveiro, e só o espectador vê um vulto com uma faca se aproximando. É uma idéia extremamente simples, mas que coloca o espectador quase como parte da história, em que ele quer alertar os demais personagens dizendo: "Sai dai senao vão te pegar". No cinema, as melhores ideías são também as mais simples. Alfred Hitchcock faleceu em 1980 e recebeu o prêmio Irving Thalberg da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood pelo conjunto de sua obra. Um reconhecimento tardio para aquele que é para muitos o maior diretor de todos os tempos, e na minha opinião a maior injustiça cometida até hoje pela Academia.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os 5 melhores filmes dirigidos por Steven Spielberg



Os Goonies, Gremlins, Tubarão, O Parque dos Dinossauros, ET - O Extraterrestre, Indiana Jones, Shrek, De volta para o futuro. O que esses filmes possuem em comum, além de serem clássicos do cinema (cada um a sua maneira)? Todos foram dirigidos ou produzidos por Steven Spielberg. Cinéfilo de longa data, Steven Spielberg cunhou o termo blockbuster quando dirigiu Tubarão (Jaws, 1975) levando milhões de pessoas ao cinema. Desde então, a maioria de seus filmes tem se tornado sucesso absoluto de bilheteria. Durante um bom tempo, ET - O Extraterrestre (1982) foi a maior bilheteria do mundo, sendo superado em 1993 por O Parque dos Dinossauros, também dirigido por Spielberg. Hoje a maior bilheteria do mundo é de Titanic (1997). Por levar multidões ao cinema, pode não ser visto como um diretor cult. Diferentes de ícones cults como Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar, Spielberg consegue abarcar uma vasta diversidade de temas e estilos em sua filmografia. Enquanto os filmes de Tarantino são focados na violência urbana e os de Almodóvar em dramas femininos, Spielberg passeia por filmes de aventura, ficção científica, drama, guerra, comédia e até animação. Esse é o diferencial que o torna, pelo menos para mim, um dos maiores diretores de todos os tempos, além é claro de despertar o meu interesse por cinema (salve a Sessão da Tarde com Os Goonies e Indiana Jones). Esta é a minha pequena homenagem a Steven Spielberg, onde elegi os cinco melhores filmes dirigidos por ele.

5º Lugar: A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985)


Centrado inteiramente dentro da cultura negra no antigo sul escravista dos Estados Unidos, A Cor Púrpura conta a história de Celie (Whoopi Goldberg). O filme começa com Celie aos 14 anos brincando com sua irmã mais nova Nettie (Akosua Busia) num campo florido da Geórgia. Contudo, conforme elas saem do meio das altas flores, percebe-se a gravidez de Celie. Grávida pela segunda vez do próprio pai, seu filho é arrancado de seus braços logo após o parto e doado a um casal. Tida como uma moça feia e por já ter sido "deflorada", Celie é entregue a Albert (Danny Glover) para viver como empregada e esposa. Apesar disso, Celie nunca chama o marido pelo nome, apenas por Mister, já que ela é tratada como uma empregada. O tempo passa e Nettie resolve fugir de casa, já que seu pai começa a demonstrar interesse por ela. Nettie vai morar com Mister e Celie. Contudo, o desejo inicial de Mister era se casar com Nettie, mas como o pai estava interessado nela, o pai entregou Celie. A amizade entre as duas irmãs é muito forte, e como Nettie não cede às investidas de Mister, este a expulsa de casa. A partir disso o filme é focado em Celie, em todo o mau trato causado pelo marido que a leva até a conviver com sua amante na própria casa. No decorrer da história, Celie evolui de uma mulher simples que esconde o sorriso com as mãos, descobre a sua sexualidade com Shug Avery (Margaret Avery), a amante, e por fim enfrenta Mister e se separa dele. Apesar de ser um drama, o filme tem cenas muito engraçadas, geralmente envolvendo o filho de Mister, Harpo (Willard Pugh) e sua esposa Sofia (Oprah Winfrey). Baseado no romance de Alice Walker, A Cor Púrpura recebeu 11 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz (Whoopi Goldberg), Melhor Atriz Coadjuvante (Oprah Winfrey e Margaret Avery) e Melhor Roteiro Adaptado. Contudo, não levou nenhuma estatueta. Um bom filme para se refletir sobre o racismo, machismo e a sexualidade. vale a pena conferir.

4º Lugar: Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981)


O primeiro filme da agora quadrilogia de Indiana Jones apresentou ao mundo um herói não muito convencional. Indiana Jones (Harrison Ford) é um professor de arqueologia que não se detém em apenas transmitir conhecimento, mas busca constantemente estar o mais próximo possível dos seus objetos de estudo. As constantes buscas por objetos lendários são os temas de seus filmes. Esse, em particular, fala de uma suposta arca perdida onde estariam as tábuas originais com os dez mandamentos (Decálogo) que Moisés trouxe do Monte Sinai e cujos poderes poderiam acabar com regiões inteiras. Tais poderes despertam o interesse de Hitler, o qual envia alguns militares para o Cairo, no Egito, para encontrar a Arca. Vale lembrar que o filme se passa em 1936, em plena expansão nazista. A partir disso, o governo norte-americano contrata Jones para achar a Arca antes dos nazistas. O filme é repleto de ação do início ao fim, com pitadas exatas de humor e de romance, além de uma trilha sonora inesquecível. O personagem de Harrison Ford se tornou um ícone do cinema e seus filmes são parada obrigatória para quem gosta do gênero. Interessante notar que esse filme não leva o nome Indiana Jones no título, mas se encontra nos outros três filmes. Pura jogada de marketing diante do imenso sucesso do primeiro filme. Nada contra, afinal o cinema também é feito de marketing. E Spielberg sabe disso muito bem.

3º Lugar: O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998)


Com um realismo surpreendente, poucas vezes visto no cinema, O Resgate do Soldado Ryan é centrado inteiramente nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. O capitão John Miller (Tom Hanks) é incumbido da missão de resgatar o soldado James Francis Ryan (Matt Damon) e mandá-lo de volta para casa, já que seus três irmãos morreram em combate na mesma guerra. O enredo é simples, mas as sequências de batalhas são espetaculares. O telespectador, logo no início do filme, é jogado no confronto entre estadunidenses e franceses durante o desembarque na Normandia, uma sequência de quase 30 minutos de tirar o fôlego. Por ser rodado quase inteiramente em campos de batalha, há momentos mais leves durante o filme, onde geralmente a solidão dos soldados que acompanham o capitão Miller ganham destaque. É impossível não voltar ao realismo das cenas, tido como um dos filmes que melhor, senão o que melhor representou os confrontos vividos pelos soldados durante a Segunda Guerra. Talvez o patriotismo exagerado seja o maior defeito do filme. Tanto no início como no final do filme sempre há uma bandeira dos Estados Unidos e mesmo ao longo do filme é passada a falsa idéia de que morrer em batalha é uma glória, tanto para quem morre como para a família do soldado. Para dar suporte a essa idéia, sempre são citadas frases de Abraham Lincoln. Críticas a parte, esse filme consagrou Steven Spielberg como um dos melhores diretores da atualidade, dando a ele o seu segundo Oscar. O filme recebeu onze indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme (mas quem levou foi Shakespeare Apaixonado, embora eu prefira O Resgate) e Melhor Ator (Tom Hanks). Das onze indicações, levou cinco estatuetas (a maioria em categorias técnicas): Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Som. Realmente vale a pena conferir.


2º Lugar: E.T., O Extra-terrestre (E.T., the extra-terrestrial, 1982)


O filme conta a história de Elliot (Henry Thomas) que durante uma noite encontra nos fundo de casa um ET deixado na Terra. Diante do encantamento e da curiosidade de Elliot sobre aquela estranha criatura, tem o início de uma forte amizade. Elliot e seus irmãos Michael (Robert MacNaughton) e Gertie (Drew Barrymore) tentam a todo custo manter o segredo da existência de ET dos adultos. O que no decorrer do filme acaba não sendo possível e ET, assim como Elliot, são examinados por médicos do governo. ET é insistente em voltar para casa (quem não se lembra da frase: "ET telefone minha casa"), e seus amigos vão fazer de tudo para ajudá-lo. Nessa tentativa, surge uma das cenas mais clássicas do cinema: a cena da bicicleta voando, a lua ao fundo e uma trilha sonora igualmente clássica. Essa cena inclusive se tornou o logotipo da Amblin Entertainment, produtora de Spielberg. O filme recebeu nove indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, mas levou apenas nas categorias técnicas: Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Especiais, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Som. Interessante notar que o foco do filme são as crianças, apesar de eu não considerar E.T. um filme infantil. Embora o extra-terrestre appresentado por Spielberg seja desengonçado, com um pescoço retrátil e uma cabeça chata ele é cativante e é prontamente aceitoe protegido pelas crianças. Talvez isso sirva de lição para nós adultos, para repensar certas atitudes antes de julgar as diferenças e apenas aceitarmos, como fizeram Elliot e as demais crianças do filme. Quem sabe o mundo seria melhor e mais tolerante com as diferenças.


1º Lugar: A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993)


A obra-prima de Steven Spielberg. Ele que durante muito tempo foi reconhecido como um diretor de filmes de aventura e ficção se consagrou como um grande diretor quando resolveu adaptar o livro de Thomas Keneally, Schindler's Ark, para o cinema. O filme retrata, com incrível realismo, os horrores do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha nazista invade a Polônia e pretende iniciar o extermínio do povo judeu. A história gira em torno de Oskar Schindler (Liam Neeson), membro do Partido Nazista e dono de uma fábrica de esmaltados que se instala na Polônia a fim de utilizar a mão-de-obra barata dos judeus para fins próprios. Ele em seguida enriquece, fornecendo materiais para o exército nazista. Quando a Alemanha decide "limpar" a Europa, os nazistas confinam todos os judeus em campos de concentração. Schindler assiste a boa parte das atrocidades cometidas contra o povo judeu: fuzilamentos, tiros na cabeça, crianças fugindo e todo tipo de horror psicológico utilizado pelos nazistas. A partir disso, ele começa a usar toda a sua influência dentro do Partido Nazista e o seu dinheiro para salvar o maior número de judeus possível. "Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro" diz Schindler. Por fim, ele acaba pobre e fugindo do Partido Nazista, mas salva em torno de 1200 pessoas , as quais ele recrutou através de sua lista dos campos de concentração para trabalhar na sua fábrica. O filme foi filmado quase inteiramente em preto e branco, com exceção do início e do fim do filme, e de um "ponto" vermelho que aparece em somente duas cenas. Vale registrar o porquê do destaque desse "ponto" vermelho no filme. Na verdade, é a cor do vestido de uma menininha fugindo da perseguição nazista (ainda no começo da história). Perto do final, esse "ponto" reaparece dentro de um carrinho-de-mão, onde os judeus mortos são carregados para incineração. Triste...mas genial! A direção de arte e a fotografia do filme são perfeitas. Espetacular a cena em que as mulheres que Schindler contrata são desviadas para o campo de Auschwitz, têm as suas cabeças raspadas e são colocadas nuas dentro de um banheiro coletivo, onde as mulheres e o próprio telespectador pensam se tratar de uma câmara de gás. O pânico refletido em suas expressões diante da iminência da morte é no mínimo aterrorizante e comovente. Por fim, a cena termina, não com o gás saindo dos canos, mas com a água, a qual não lava somente o corpo, mas a alma de um povo discriminado e perseguido apenas por ser diferente. Indicado a 12 Oscar na premiação de 1994, ganhou sete: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Adaptado. Apesar de triste e reflexivo, é um belíssimo filme, onde a compaixão e a fraternidade se sobressaem acima de qualquer coisa. Altamente recomendável.